sexta-feira, 17 de abril de 2015

Vídeo mostra ação da Polícia Civil detendo jovens suspeitos de matar fuzileiro naval

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Prefeito de Bom Despacho quer criar cotas para negros no serviço público


Proposta enviada à Câmara pela 2ª vez ainda não tem data para votação.
Segundo o Executivo, ideia é promover a valorização.

Anna Lúcia Silva e Ricardo WelbertDo G1 Centro-Oeste de Minas
Bom Despacho  (Foto: Prefeitura/ Divulgação)Prefeitura de Bom Despacho quer criar cotas
para negros (Foto: Prefeitura/ Divulgação)
O Prefeito de Bom Despacho, Fernando Cabral, enviou na última semana uma proposta à Câmara para criação de cotas para negros no serviço público municipal. A ideia é promover a valorização e minimizar os efeitos discriminatórios. De acordo com o projeto, 10% das vagas seriam destinadas para afrodescendentes. Essa é a segunda vez que a proposta é encaminhada para votação, que ainda não tem data prevista.
Segundo informações da assessoria, no ano passado a proposta foi rejeitada pelo Legislativo. "Se a Câmara tivesse aprovado o projeto ano passado, quando enviamos pela primeira vez, Bom Despacho teria saído na frente do governo federal. Mas ainda está em tempo de corrigirmos este erro e valorizarmos os moradores negros", destacou o prefeito.

Para os representantes da Comunidade Quilombola Carrapatos da Tabatinga, a criação desta lei é o primeiro passo para uma nova sociedade local. “Estamos aqui esperando uma transformação na cidade, lutando por nossos direitos e dignidade”, ressaltou Maria das Graças Epifânio.

A socióloga Adriana Eva avaliou a medida como positiva, no sentido de o Município buscar promover a inclusão. "Essa questão de cotas, eu penso que é uma tentativa de resolver uma dívida social no Brasil em relação à etnia negra. É interessante, pois  percebemos que mesmo após a abolição e tantos avanços, os negros ainda sofrem com as diferenças e ainda encontram dificuldades quanto ao ingresso no mercado de trabalho e instituições de ensino. Eu acho de fato, importante, porque é uma forma de trabalhar a diversidade e inclusão. Que essa situação sirva de exemplo a outros municípios", avaliou a socióloga.
A Prefeitura enviou à Câmara a primeira proposta para criação das cotas para negros no início de 2014. Apenas três vereadores votaram a favor. Segundo o diretor geral da Câmara, Bruno Santos, ainda não há previsão de quando o projeto entrará em pauta para votação.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nova Serrana tem novo Delegado Regional

Felipe Freitas assume no lugar de Irineu Coelho, que foi removido para Formiga.

Delegado afirma que desafio será reduzir a criminalidade do município.

Anna Lúcia SilvaDo G1 Centro-Oeste de Minas
Felipe Freitas assume como novo delegado regional em Nova Serrana (Foto: Felipe Freitas/Divulgação)Felipe Freitas assume como novo delegado
regional (Foto: Felipe Freitas/Divulgação)
Foi apresentado à imprensa nesta terça-feira (14). o novo delegado regional da Polícia Civil de Nova Serrana. Felipe Freitas de 33 anos tem nove anos de carreira e atuava na delegacia de Diamantina.
O novo delegado assume o lugar de Irineu José Coelho Filho, que foi removido para o município de Formiga, cidade a qual respondeu interinamente no ano de 2013.
De acordo com um levantamento da Secretaria de Defesa Social (Seds), em 2014 Nova Serrana ficou entre as 20 cidades mais violentas do estado. Para garantir a segurança da cidade, o delegado contará com o apoio de 11 investigadores, sete escrivãs, quatro peritos, quatro médicos legistas e mais seis delegados.
Mas segundo o novo delegado, estão previstos concursos para novas contratações. “Além do curso de formação de investigadores que deve iniciar em breve, está previsto outro concurso. Novos profissionais devem ocupar cargos na cidade”, disse.
De janeiro a março de 2014 a Polícia Civil instaurou 244 inquéritos. No mesmo período de 2015, o número chegou a 288. A quantidade de prisões em flagrante no ano passado foi 82. Neste ano já foram 97. Já o cumprimento de mandados de prisão em 2014 foram 27 e 44 este ano. Um aumento de quase 70% neste último caso.
O delegado também disse que o principal desafio ao assumir a Delegacia de Nova Serrana será reduzir o índice da criminalidade. “Tentaremos fazer isso através de boas investigações. Será de fato um desafio, mas contarei com o apoio das pessoas que já trabalham na região”, concluiu

terça-feira, 14 de abril de 2015

Polícias Militar e Civil são homenageadas em Pompéu

"Traveco" arranca pedaço da orelha de policial durante prisão

Segundo investigação, dois agentes entraram em confronto com detido.

Carcereiro teve parte da orelha arrancada durante ataque em delegacia.

Do G1 São Paulo
Carcereiro que teve pedação da orelha arrancada (Foto: Reprodução/Facebook)Policial que teve pedação da orelha
arrancada (Foto: Reprodução/Facebook)
Um policial precisou atirar para conter neste domingo (12) o ataque de um travesti a um carcereiro no 2ª Distrito Policial, no Bom Retiro, Centro de São Paulo, segundo informações do boletim de ocorrência.
O preso mordeu e arrancou parte da orelha do carcereiro durante uma transferência de cela. Foram disparados três tiros na direção da briga, sem atingir ninguém. O travesti teria ainda ameaçado e agredido outro policial, segundo o boletim do caso.
De acordo com policiais civis ouvidos pelo G1, às 8h de domingo (12), o travesti de 25 anos atacou o agente de segurança quando era transferido. Além do carcereiro, de 36 anos, que teve um pedaço da orelha arrancada, a polícia registra que outro policial, de 54 anos, foi ameaçado pelo detento e ferido durante a confusão.
A secretaria não soube confirmar se o policial que atirou é o mesmo que ficou ferido. Segundo a investigação, depois que o preso foi contido, ele e os agentes de segurança foram encaminhados ao Hospital das Clínicas e ao Hospital do Servidor Público.
Imagens circulam na internet
Fotos de uma das vítimas feridas e do agressor circulam no Facebook e WhatsApp. Três imagens compartilhadas nas redes sociais mostram: o carcereiro sem a parte superior da orelha direita; a orelha arrancada num copo; e o preso detido por policiais.
A equipe de reportagem apurou que o travesti havia sido preso em flagrante por policiais militares por suspeita de agredir uma idosa em um prédio na região da Bela Vista. Segundo os agentes, o travesti discutia com um transexual em um apartamento. Uma vizinha ficou incomodada e foi reclamar do barulho. Houve discussão e a mulher foi agredida pelo travesti.
Segundo policiais, o travesti foi detido e levado ao 78º DP, Jardins, onde teria sido indiciado por tentativa de assassinato. Os agentes ainda relataram que, dentro da delegacia, ele tentou agredir os PMs que fizeram sua prisão. Em seguida, ele foi levado à carceragem do 2ºDP, no Bom Retiro, onde atacou o carcereiro após mudança de cela.
Quando mordeu a orelha do agente de segurança, o preso ficou com a parte que arrancou dentro da boca e só liberou depois de cerca uma hora, disseram os agentes.
Por agredir o carcereiro, o travesti irá responder também por lesão corporal grave, evasão mediante violência contra pessoa e resistência. O G1 não conseguiu localizar o preso para comentar o assunto. Ele continua detido no 2º DP. Não há confirmação se tem advogado defendendo-o.
O carcereiro que perdeu parte da orelha também não foi localizado para falar. Ele foi levado ao Hospital das Clínicas, onde passaria por cirurgia. Os colegas dele levaram à unidade médica o que sobrou da orelha, para saber se seria possível um reimplante.

Cargos da Polícia Civil de São Paulo tem salarios reajustados


Boa notícia Para quem pretende ingressar no Quadro de Servidores da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PC / SP). A Corporação Contou, recentemente, COM Melhorias salariais parágrafo OS cargas de investigador, escrivão de Polícia e delegado, Bem Como aumento não Adicional de insalubridade Para todas como carrreiras.

Para Iniciar SEUS Novos concursos, a Corporação Aguarda APENAS concluir quanto Últimas ETAPAS de Alguns certames Iniciados em 2014, Bem Como Parecer, Por Parte da Secretaria de Gestão Pública do Estado de São Paulo (SGP / SP), Sobre hum PEDIDO Para o preenchimento de 3,176 Oportunidades EM 2015.

O PEDIDO ESTÁ em fase de Análise das condições Financeiras e Orçamentárias, Para Que, SOMENTE ENTÃO, SEJA encaminhado Pará autorização POR Parte do Governador Geraldo Alckmin.

De a Acordo com o Diretor da Divisão de Administração de Pessoal da Polícia Civil / SP, Glaucus Vinicius Silva, o PEDIDO TEM Como base de hum Levantamento da necessidade de cargas OS Pessoal Para Todos, mas AINDA PODE Sofrer alterações Até um Publicação dos editais, em decorrência dos concursos that AINDA estao Sendo finalizados.

Do total de vagas de solicitadas Pela Polícia Civil, 851 São cargas de para com exigencia de ensino médio e 2.325 Pará Nível superior, com remunerações Iniciais, atualizadas de R $ 3,365 a R $ 10.079,28, Todos com jornada de 40 horas semanais.

Ensino médio

Como Oportunidades de Ensino Médio São para- cargas Os de agente policial (249 vagas), atendente de necrotério (54), auxiliar de papiloscopista (136), papiloscopista policial (72), agente de Telecomunicações (252), auxiliar de necropsia (36) , Desenhista técnico pericial (11) e Fotógrafo técnico pericial (41).

Cargas OS Pará de agente policial, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista, o inicial E de R $ 3,365, JA considerando o valor de R Atualizado $ 571,51 sem Adicional de insalubridade. Já nsa Casos de papiloscopista, agente de Telecomunicações, auxiliar de necropsia, Desenhista técnico e Fotógrafo, o inicial E de de R $ 4.023,29, JA com o complemento.

A Diferença salarial se REFERÊ à lei complementar 1.249, sancionada cabelo governador Geraldo Alckmin em 3 de julho de 2014, Que altera de ensino do Pará fundamentais Medio uma exigencia de para cargas Os de agente, atendente de necrotério e auxiliar de papiloscopista, sem Compatível alteração salarial.

Nível Superior


Por FIM, parágrafo Nível superior, como o Oportunidades São Pará escrivão de Polícia (922), investigador de Polícia (985), médico legista (68), perito penal (129) e delegado de Polícia (221). Iniciais do SO, JA COM como Recentes revisões, passaram um Ser de R $ 4.171,49 Pará investigador e escrivão, R $ 8.538,49 Pará legista e perito e R $ 10.079,28 Pará delegado, JA com o Adicional.

A Tribuna
- Veja mais em: http://delegados.com.br/noticias/cargos-da-policia-civil-de-sao-paulo-tem-salarios-reajustados#sthash.dCIcQ9GY.dpuf

TV Alterosa é arrombada e ladrão ainda faz lanche, veja o video

segunda-feira, 13 de abril de 2015

'Estado deixa de lado a segurança pública', diz juíza


Titular da 1ª Vara Criminal de Joinville há quase três anos, Karen Francis Schubert Reimer critica o descaso com as policias

'Estado deixa de lado a segurança pública de Joinville', diz juíza Leo Munhoz/Agencia RBS
Karen Francis Schubert Reimer fala das condições inadequadas para as polícias Civil e Militar na mais populosa cidade de SCFoto: Leo Munhoz / Agencia RBS
Roelton Maciel
Há quase três anos, quem bate o martelo ao decidir as sentenças dos acusados de homicídio e tentativa de homicídio em Joinville é a juíza Karen Francis Schubert Reimer, titular da 1ª Vara Criminal da cidade, onde são julgados os chamados crimes contra a vida. Desde maio de 2012, mais de 160 sessões de júri popular foram decididas com a participação da magistrada.

Hoje, outros quase 280 processos que ainda podem ir a júri são mantidos aos cuidados dela. Além de uma pilha com mais 1,7 mil ações envolvendo crimes de outra natureza, que dividem as atenções em seu gabinete. Diante de uma demanda crescente na esfera criminal, a juíza é categórica ao afirmar que Joinville precisaria ter, pelo menos, o dobro de juízes.

A mais populosa cidade de SC, compara, conta com 28 magistrados, enquanto Florianópolis tem 68 juízes em atuação. Crítica quanto à atenção do Estado para Joinville no que diz respeito à segurança pública, Karen entende que a cidade está “deixada de lado”.

Numa conversa de cerca de uma hora com a reportagem de “A Notícia”, a magistrada ainda falou sobre o recorde recente de homicídios, impunidade, eficiência das leis e maioridade penal. Também apontou guerra entre facções na cidade e fez o alerta: se nada for feito, a tendência é piorar.

A Notícia – O Estado deixa a desejar quanto ao aparato policial em Joinville?
Karen
 – Totalmente. Na Capital, o efetivo da Polícia Civil é maior do que o efetivo das polícias Civil e Militar juntas em Joinville. A gente não tem como lidar com a segurança pública sendo tratado de forma tão desigual. Esse é um dos grandes motivos da criminalidade. As penas têm de ser severas, mas o que faz diminuir a criminalidade não é a severidade da pena e, sim, a certeza da punição. Quando há a certeza da impunição ou quase certeza, a impunidade gera uma criminalidade desenfreada. Tenho convicção de que o fato de a segurança pública em Joinville ser deixada de lado pelo governo do Estado é um dos fatores que aumentam a criminalidade.
Papel do Estado
Outro fator é não conseguir cumprir a legislação porque o Estado não cumpre a parte dele. Mandamos prender, mas não controlamos o presídio, nem a penitenciária. Eles não constroem presídios, penitenciárias, locais para o preso trabalhar. O Judiciário não tem como fazer a parte dele. A maioria dos presos faz questão de trabalhar, até porque se ganha a remissão. Só que o Estado não proporciona isso. Também há um protecionismo muito grande. As leis protegem muito aquele que pratica atos contrários à lei. O devido processo legal é necessário, cumprir a Constituição, também. Digo proteger no sentido de achar brechas para que a pessoa não tenha de cumprir aquilo que é preciso cumprir. Tudo isso para tentar dar uma solução paliativa para a falta de espaço, de condições no presídio.

Direitos humanos

Sou totalmente favorável aos direitos humanos. É indispensável. Só acho que deveriam ser chamados de direitos civis. Toda pessoa que luta pelos direitos humanos deveria lutar pelo devido processo legal e para que as prisões fossem locais onde a pessoa fosse trabalhar, estudar e cumprir a pena de forma decente. Não entendo que direitos humanos seja colocar a pessoa na rua. Nunca recebi um pedido de direitos humanos para melhorar a situação de um preso, sempre para soltar.

AN – A fragilidade do sistema impacta na reincidência?
Karen –
 Diretamente. Temos vários tipos de pessoas que infringem a lei. Algumas delas, se tiverem oportunidade, podem eventualmente sair do mundo do crime. Outras não têm condições, encaram o crime como modo de vida. É uma opção, não uma falta de condição. Dizer que a injustiça social é a causa do crime é a maior injustiça que se comete com os milhões de pobres e honestos. Se isto fosse verdade, não teríamos petrolão. Praticamente todos os estelionatários têm uma boa formação. 

É uma distorção, uma romantização absurda dizer que a criminalidade tem relação com a falta de condições. Pode-se dizer que, no Brasil, a grande maioria dos criminosos é pobre. Sim, porque a grande maioria dos brasileiros é pobre. Tudo é uma proporção. Mas temos as exceções. Aquela criança que não teve nenhuma chance caiu nas drogas muito cedo. Essa pessoa poderia, talvez, ter uma escolha diferente. Essas pessoas, em um ambiente prisional onde fossem estudar, trabalhar, ter tratamento, nesse caso acredito que se recuperam.

Reeducação

Dizer que o único objetivo da pena é reeducar acho até um insulto para o preso. Um preso de 30 anos de idade, que diz ter o crime como profissão, dizer que precisa reeducá-lo é uma ofensa. Na verdade, aquela é uma opção daquela pessoa, ela sabe o preço a pagar se for pega. Se ela souber que as chances de precisar cumprir esse preço são baixas, isso vai estimular a pessoa a praticar mais crimes.

Pena de morte

Até hoje não consegui ser a favor, principalmente por já ser comprovado que não diminui a criminalidade. O que diminui é ter certeza de que será punido. Colocar um radar no sinaleiro é muito mais eficaz do que instituir pena de morte para quem furar o sinal e isto não ser cumprido. No caso do Brasil: saber que, mesmo matando 20 pessoas, o máximo de pena é 30 anos, mas, com todos os benefícios, cai para 15. Isto tem que mudar.

AN – Há casos, mesmo nos júris, em que o réu é condenado, mas continua em liberdade. Como isso contribui para a sensação de impunidade?

Karen
 – Essa é a nossa garantia do devido processo legal. Ainda que eu não concorde com alguma lei, vou cumpri-la porque a minha profissão é cumprir a lei, não fazer a lei. O juiz não tem o direito de julgar diferente da lei quando não concorda, a não ser que a lei seja inconstitucional, algo assim. 

No Brasil, gravidade do crime não é motivo de prisão cautelar. Diz a lei o seguinte: se alguém esquarteja três pessoas hoje, mas tem residência fixa, bons antecedentes e trabalha, isto significa que ela pode ficar solta. Porque, na nossa lei, a prisão é uma garantia para o processo, para que chegue ao fim. A gravidade não é motivo, sozinha, para a decretação da prisão. Isto para o flagrante. Imagina, então, alguém que já responda em liberdade e você ter de prender ao final? No nosso sistema, você só é considerado culpado depois do trânsito em julgado da decisão. Há recursos e mais recursos, isto pode levar anos.

Debate
Se a população não concorda com algumas considerações da nossa lei, isto deveria ser objeto de debate e ser levado ao Legislativo. Não existe esse debate com a sociedade de qual tipo de sociedade queremos ter. Hoje, temos uma sociedade muito permissiva em relação ao cometimento de crimes e à punição desses crimes.

AN – Há momentos em que o magistrado se sente impotente?
Karen
 – Todos que trabalham com a Justiça, seja de um lado ou de outro, em algum momento sente o conflito entre o seu convencimento pessoal e o que a legislação diz. Entendo que, se aquela legislação for constitucional, eu não tenho o direito de não aplicá-la. Não é o meu pensamento que tem de prevalecer sobre a lei. Temos algumas penas adequadas, que não precisam ser aumentadas, legislações que são boas. Não fico em conflito o tempo inteiro. Temos boas leis, o problema é que elas não são cumpridas. Nossos problemas são de estrutura, de pessoal. Principalmente da parte do Executivo.

Comparativo

Joinville tem 28 juízes, titulares e substitutos. A Capital tem 68. Aqui, a 1ª Vara Criminal, que é privativa do júri, mas não exclusiva, tem 1.996 processos, dos quais 278 são do júri. Na Capital, a vara é exclusiva do júri e tem 170 processos. Como que a gente pode prestar um trabalho com a qualidade que se espera? Temos a mesma quantidade de juízes que Tubarão, Lages. Isto é histórico. Joinville sempre foi deixada de lado pelo Estado em todos os órgãos. O cível é abandonado, o criminal é abandonado. A gente acaba enxugando gelo, com quase um terço do efetivo. Joinville precisaria do dobro de juízes. E qualquer vara nova que venha tem de ser cível. Lá, a demanda é maior. Mas temos demanda para uma vara privativa do júri, mas é um sonho que duvido que será realizado.

AN – A senhora tem preocupação particular com a imagem das corporações policiais.
Karen
 – A polícia é a profissão que põe a vida em risco. Existe corrupção? Existe, assim como em todos os meios. Mas parece que, no Brasil, existe uma tendência de só dar importância ao policial quando ele faz algo errado. Não se veem homenagens, uma comunidade aplaudindo o trabalho policial. Vejo com preocupação a tendência de pegar um policial ruim e jogar essa imagem para toda uma corporação extremamente dedicada, que trabalha sem estrutura, com efetivo absurdamente abaixo do ideal. E colocam o peito na rua para defender a população, em troca da falta de reconhecimento e de um salário baixo. Temos que aprender a valorizar nossos heróis.
AN – Joinville alcançou um recorde de homicídios no ano passado, que pode ser superado neste ano. Como a senhora avalia os números?
Karen
 – Há uma ligação direta com a sensação de impunidade. Não temos efetivo policial para investigar ou para colocar na rua e prender. Eles (criminosos) sabem disso, é um incentivo ao crime. Se tivéssemos três vezes mais policiais, duvido que tivéssemos esses números. Se tivéssemos a quantidade de policiais que Florianópolis tem nas ruas, não teríamos esses números. Está diretamente ligado ao fato de Joinville estar totalmente deixada de lado no quesito segurança pública. E a tendência é piorar.

AN – Qual o perfil de quem pratica homicídio em Joinville?
Karen
 – Parece que são levas. Cada ano muda o perfil da maioria. A maior parte é vinculada às drogas, isso não muda. Ano passado foi o ano da Maria da Penha. Tivemos um número absurdo de homicídios e tentativas, também de mulheres tentando matar o marido. Neste ano, estamos com uma guerra de facções. As organizações criminosas estão liderando a maioria dos crimes. A criminalidade havia baixado dois anos atrás no Jardim Paraíso porque havia um trabalho de segurança pública naquele local. Depois, isto foi deixado de lado e a criminalidade está voltando.

AN – Como o Judiciário pode dar conta de tantos casos?
Karen
 – Vou continuar batalhando para dar conta, nunca usei o excesso de trabalho como desculpa. Mas talvez alguém tenha que fazer alguma coisa. Se a polícia conseguisse investigar todos os crimes cometidos, não faço ideia do que poderia acontecer com o Judiciário. O trabalho policial é excepcionalmente bem-feito considerando as condições de trabalho. O caso Vitória Schier (adolescente estuprada e morta), por exemplo, teve um trabalho fenomenal, dá para escrever um livro. Há outros casos em que se poderia identificar a autoria se houvesse equipamentos, um banco de dados de DNA, de digitais, o que se vê em filmes.

Câmeras

Coloquem câmeras de segurança. As pessoas estão passando a ser condenadas a partir de imagens das câmeras. A partir do momento em que há condenações com essa prova, eles (criminosos) vão passar a tomar cuidado para não agir onde há câmeras. Desvendamos muito crimes com câmeras.
AN – Qual a sua avaliação quanto à redução da maioridade penal?
Karen
 – Continuo achando que a solução não é diminuir a maioridade. Não acho que colocar esses rapazes de 16 anos, ainda que criminosos, junto do pessoal experiente seja benéfico para a sociedade. O que tem de mudar é o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). É preciso tratar de forma diferenciada os crimes graves dos que não são. Os adolescentes que são abusados, sem possibilidades, daquele que é psicopata. Tem que existir um tratamento diferenciado para os jovens que cometem crimes graves. É preciso mudar o ECA, não o Código Penal. Hoje, no Paranaguamirim, crianças de oito a nove anos estão vendendo drogas. Começou a se aplicar mais medidas restritivas aos adolescentes. Aí, agora estão pegando quem não responde mesmo, as crianças. Então, diminuir a maioridade não vai diminuir a criminalidade. Mas se o ECA fosse cumprido à risca, também não seria esse absurdo que acontece hoje.

sábado, 11 de abril de 2015

PM mata PM no sul de Minas, eles estariam velados investigando roubo em posto de gasolina

Quatro policiais militares foram atender a mesma ocorrência de roubo quando houve uma troca de tiros e um soldado morreu

Um desencontro de informações durante o atendimento de uma ocorrência de roubo levou um policial militar a atirar e matar por engano um colega de corporação em Itapeva, no Sul de Minas, no fim na noite de sexta-feira. Segundo a PM, o atirador e a vítima estavam de folga no momento do crime.

Souza, comandante do 59º Batalhão, policias de Extrema e de Itapeva receberam uma denúncia sobre um roubo em um posto de combustível às margens da BR-381, no trecho entre as duas cidades. 


O tenente-coronel informou que dois PMs de Itapeva, que estavam fora do serviço, decidiram se empenhar na ação porque alguns colegas de farda estavam em uma ocorrência de tráfico de drogas. Eles seguiram para o posto em um Chevrolet Agile, cujo proprietário é o PM que faleceu.


De folga, outros dois militares de Extrema também foram checar a mesma denúncia no estabelecimento. Eles se descolaram para o local em um Gol branco, com características semelhantes às do carro que foi utilizado pelos criminosos. Os detalhes do veículo dos ladrões teriam sido informados por funcionários do posto.

"Os quatro policias chegaram quase ao mesmo tempo ao posto de combustível. Em seguida, um carro parou ao lado do outro e começou a troca de tiros entre eles", descreveu Robison de Andrade.

O soldado foi atingido por um disparo de pistola calibre.40 e foi levado em estado grave para o hospital São Lucas em Extrema, onde faleceu. Ninguém se feriu no tiroteio.

O tenente-coronel informou ainda que os PMs que ocupavam o Gol foram afastados de suas funções e estão recolhidos no batalhão à disposição da Justiça Militar.

Homem é morto com diversos tiros no Bairro São Vicente em Bom Despacho

Na madrugada deste sábado mais um homem foi executado a tiros, segundo informações preliminares da Polícia se trata de Walison Cirilo que teria sido executado na rua com oito tiros.A polícia investiga o crime que pode estar ligado ao tráfico de drogas


na cidade.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Delegado Ivan Lopes toma posse como novo chefe do 7º Departamento da Polícia Civil





Tomou posse na manhã desta sexta-feira (10), o delegado que será responsável pelo 7º Departamento de Polícia Civil, emDivinópolis. Ivan José Lopes que era responsável pela cidade de Bom Despacho, passa agora a ser o novo responsável pelo departamento de Polícia Civil que compreende 50 municípios e 400 policiais. A cerimônia  de posse ocorreu no auditório de uma faculdade.
Uma das dificuldades atuais da Polícia Civil é a falta de efetivo. Contudo, o delegado ressaltou que em breve, deve ser iniciado o curso de formação de investigadores e com isso novos profissionais devem ocupar cargos na região. "Com certeza muitos destes profissionais virão para nossa região", afirmou.
Outra dificuldade segundo o delegado é a falta de policiais civis nas cidades do interior. "Compreendo que é difícil para a população e para a Polícia Militar, mas também é para a própria Polícia Civil. Pois da mesma forma que a PM tem que se deslocar com a pessoa capturada para apresentá-la na sede do plantão regionalizado, a Polícia Civil também tem que se deslocar de volta com a pessoa capturada, para entregá-la ao estabelecimento prisional do local do fato. Nesse instante, com o número de efetivo atual, não será possível mudar esse cenário. Mas a expectativa é aumentar o efetivo, de fato", finalizou.

Ladrão toma tiro na "bunda" ao assaltar posto em Nova Serrana

Resultado de imagem para charge posto de gasolinaJovem de 20 anos foi baleado após apontar arma para policiais à paisana.
Valor roubado em posto de combustíveis não foi recuperado.

Do G1 Centro-Oeste de Minas
Um jovem de 20 anos foi baleado durante um assalto a um posto de combustíveis nesta quinta-feira (9) em Nova Serrana. De acordo com a Polícia Militar (PM), ele estava armado e abordou um frentista que estava fechando o estabelecimento. O jovem roubou uma quantia em dinheiro, mas foi abordado por policiais à paisana. Ele chegou a apontar a arma para os militares, que efetuaram dois disparos, sendo que um deles atingiu o jovem.   

O jovem, que foi atingido por um tiro nas nádegas, foi socorrido pelos militares e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Serrana. Ao 
G1, a unidade de saúde informou que o estado de saúde do ferido é estável e ele está na sala de urgência, sendo acompanhado por militares.Segundo a PM, um comparsa do jovem conseguiu fugir em uma motocicleta com o valor roubado no posto.
A PM informou que foi apreendido um revólver calibre 22 e cinco munições. Os militares seguem em rastreamento em busca do motociclista suspeito de participar do assalto.