domingo, 26 de junho de 2016

Noite de sábado com festas e acidentes em Bom Despacho.




Uma noite de sábado com várias festas em Bom Despacho culminaram com dois acidentes graves na madrugada de sábado para domingo. Uma mulher perdeu o controle de seu veículo e se chocou contra uma árvore na Avenida Dr Juca o carro ficou destruido e a mulher ficou presa nas ferragens e teve de ser resgatada, ela se feriu mas não corre risco de morte. O outro caso aconteceu  por volta da 5 horas da manhã ao voltar de uma festa de casamento o motorista de outro carro acabou se chocando contra um poste na Rua da Olaria o carro também ficou bastante danificado e o jovem se feriu.
A Pericia esteve no local e busca descobrir as causas dos acidentes.

Veja o vídeo abaixo:

Delegado e amarrado, morto e jogado em rodovia.



Delegado do Deinter 5 é morto a tiros e encontrado às margens de rodovia

Guerino Solfa Neto tinha fio amarrado nas mãos em vicinal de Rio Preto. Caminhonete, carteira e documentos da vítima foram roubados.

26/06/2016 11h06 - Atualizado em 26/06/2016 15h43

Por Renata Fernandes*

Do G1 Rio Preto e Araçatuba

Guerino Solfa Neto era casado e deixa uma filha de 8 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

O delegado do Deinter-5 Guerino Solfa Neto, de 43, anos, foi encontrado morto, com um fio de celular amarrado em uma das mãos e com marcas de tiros às margens de uma vicinal da rodovia Washington Luís, em São José do Rio Preto (SP), na noite deste sábado (25).

De acordo com o delegado assistente do Deinter-5, Raymundo Cortizo, por volta das 19h30 o Copom recebeu uma ligação de que havia um homem amarrado e sangrando na rodovia. No local, havia oito cápsulas de pistola .40 deflagradas, mesmo calibre da arma usada pelo delegado assassinado.

Segundo Cortizo, o delegado saiu de uma festa por volta das 18h em sua caminhonete. Uma das suspeitas da polícia é latrocínio. já que caminhonete, carteira e documentos de Guerino foram levados, mas Cortizo não descarta a possibilidade de um crime encomendado.

Local onde delegado foi encontrado assassinado
(Foto: Renata Fernandes/G1)

A polícia recebeu a informação de que a caminhonete do delegado foi abastecida em um posto de Itirapina(SP), a 250 quilômetros de Rio Preto, por um rapaz que saiu do local sem pagar pelo combustível.

Abalado, Cortizo diz que há uma mobilização de delegados no Estado para identificar o assassino. Guerino atuava na Unidade de Inteligência Policial (UIP) do Deinter-5, como delegado interino nas delegacias de Pedranópolis (SP) e Fernandópolis (SP), além de ser conhecido na região pelo combate ao tráfico de entorpecentes. Ele era casado e deixa uma filha de 8 anos. O corpo será velado no Cemitério Jardim da Paz, onde ocorrerá o enterro às 17h.

*Com Janaina de Paula/TVTEM

sábado, 25 de junho de 2016

Bandidos explodem caixas eletrônicos em Martinho Campos

Caixa Econômica Federal/Martinho Campos-MG

Está se tornando cada vez mais comum explosões em caixas eletrônicos de bancos em cidades do interior do estado de Minas Geras. Na madrugada dessa sexta-feira, 24, o alvo da vez foram os bancos Caixa Econômica Federal e Bradesco na cidade de Martinho Campos, há cerca de 50 km de Bom Despacho. 

De acordo com  boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, dois indivíduos explodiram um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal e um ponto de apoio do Bradesco. Na fuga, os autores  usaram os veículos Corolla de cor prata e  um Fiat Uno em sentido ao trevo de  Abaeté, mas retornaram ao interior da cidade. 

Segundo a Polícia,  há informações de que um veículo Corolla furou um bloqueio policial na cidade de  Pitangui. 

O valor roubado não  foi divulgado pela Polícia, porque ainda não há essa informação para ser divulgada. 

Servidores continuarão a receber salários em parcelas diz Secretário

Negociação não alivia salários

Economia de R$ 4 bilhões não garante equilíbrio da folha de pagamentos, diz secretário de Governo

PUBLICADO EM 25/06/16 - 03h00

Tâmara Teixeira

O acordo de renegociação da dívida dos Estados com a União permitirá que o governo de Minas deixe de pagar, por mês, R$ 450 milhões em débitos até o fim deste ano. O refresco nas contas públicas, contudo, ainda não é o suficiente para que o Executivo garanta o pagamento dos salários de todos os servidores em dia. De acordo com o secretário de Governo, Odair Cunha, “provavelmente” o parcelamento e o escalonamento da folha serão mantidos.

O secretário lembrou que o déficit orçamentário previsto para este ano é de R$ 9 bilhões. O valor caiu para R$ 7 bilhões depois que o Estado anunciou um contingenciamento de R$ 2 bilhões no início do ano.

“Estamos nos debruçando sobre esse assunto. Temos problemas graves no custeio da máquina. O refresco que a União está nos dando é perto R$ 4 bilhões. Precisamos resolver a questão do déficit e só quando isso estiver solucionado podemos falar de suspensão de escala. Não há, neste momento, horizonte de suspensão de escala”, afirmou.

Segundo Cunha, um novo posicionamento sobre os salários será divulgado em agosto. O cronograma anunciado em março pelo governo definiu que, até julho, o salário referente a junho será pago de forma parcelada para os servidores que ganham acima de R$ 3.000. Os funcionários atingidos representam 25% do total de 632.106 servidores ativos e inativos. A primeira escala foi anunciada em janeiro em função do agravamento da crise financeira. O governo não soube informar ontem qual o valor mensal da folha do funcionalismo.

Renegociação. Atualmente, a dívida do Estado com a União é de R$ 77 bilhões, segundo Cunha. Na avaliação do secretário, a renegociação proposta pelo presidente interino Michel Temer nesta semana não resolve os problemas de caixa de Minas. Ficou acertada uma carência de 24 meses, sendo que, nos seis primeiros, o desconto será de 100%. A partir de janeiro de 2017, esse desconto será reduzido gradualmente até junho de 2018.

“A proposta é insuficiente para que tenhamos uma saída efetiva da crise. A União está suspendendo o pagamento mensal de parcelas da dívida, mas não está diminuindo o estoque da dívida, que é central”, avaliou.

O Estado defende a aplicação de um desconto que, segundo o secretário, reduziria a dívida de R$ 77 bilhões para R$ 7 bilhões. Apesar do acordo suspender o pagamento dos débitos a partir de julho, em maio e junho, Minas não pagou a parcela de R$ 450 milhões em função de uma liminar favorável do Supremo Tribunal Federal. Minas e outros Estados questionam a regulamentação da Lei Complementar 148/ 2014, que trata do assunto.

Segunda etapa

Negociação. O governo de Minas, assim como os dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, que possuem as maiores dívidas, ainda terão uma segunda rodada de negociações com a União.

Números de Minas

R$ 450 mi é o valor da parcela mensal que deve ser paga pelo Estado

R$ 77 bi é o tamanho do débito de Minas Gerais com a União

R$ 9 bi é o déficit previsto para o Estado no Orçamento 2016

632.106 é o total de ativos e inativos da folha de pagamento


Calamidade na Terra do pão de queijo.

Minas Gerais também pode decretar situação de calamidade pública por dificuldades financeiras

A informação foi repassada com exclusividade à CBN BH pelo secretário de governo de Minas Gerais, Odair Cunha.

Secretário de governo de Minas Gerais, Odair Cunha.  (Crédito: Marcelo Di Carli / SeGov MG)
Secretário de governo de Minas Gerais, Odair Cunha.
Crédito: Marcelo Di Carli / SeGov MG
A exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro, Minas Gerais também pode decretar estado de calamidade pública, devido a problemas financeiros. A informação foi repassada com exclusividade pelo secretário de Governo, Odair Cunha, à CBN BH. Ao ser perguntado sobre a possibilidade, ele afirmou que a intenção é 'conter incêndios'.
- Ela está muito próxima de ocorrer. O dado concreto é: tomada essa medida, qual é a consequência prática para solucionar o problema. Mas a situação, eu diria, em si, se não é de calamidade, ela é de emergência. O que nós estamos nesse momento é tentando é conter o incêndio para que ele não seja generalizado, mas nós já temos incêndio em muitas áreas.
O estado tem um déficit de R$ 9 bilhões em 2016. Em fevereiro, o governador petista Fernando Pimentel anunciou um contingenciamento de R$ 2 bilhões em recursos do orçamento, e passou a escalonar o salário de servidores públicos com salários superiores a R$ 3 mil.
Na última terça, estados fizeram um acordo com o Governo Federal para suspender a dívida com a União até o fim do ano. Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro terão negociações específicas por terem um débito maior. O secretário mineiro Odair Cunha afirmou que as medidas dão um alívio aos cofres públicos, mas não são suficientes para solucionar a situação funanceira do estado.
Em relação ao estado de calamidade, há um decreto federal de 2010 que define como pré-requisito casos de desastres naturais graves, permitindo inclusive a contratação de empresas sem licitação, mas é preciso a chancela da União ao pedido de estados e municípios.  Nesse decreto não há referência a estado de calamidade por dificuldade financeira.
No caso do Rio, a união ao reconhecer a situação de calamidade, indicou que seriam tomadas medidas posteriores com foco na Olimpíada. Vale lembrar também que em 1999, o então governador de Minas, Itamar Franco, decretou moratória de 90 dias, suspendendo os pagamento de acordos financeiros. Itamar, assim como Pimentel, reinvidicava a revisão da dívida do estado com a União.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Peritos mineiros decidem não entrar em greve


Momento de conhecer as demandas, esclarecer dúvidas e tomar providências. Na noite dessa quinta-feira,23.06.2016, a Assembleia Geral Extraordinária - AGE conjunta (Sindpecri e Acemg) girou em torno da greve dos Policiais Civis (Delegados, Investigadores e Escrivães de Polícia).Após a leitura do edital de convocação, presidente do Sindpecri, Wilton Ribeiro de Sales, ressaltou a importância de conviver harmonicamente com os coirmãos de luta e disse ser favorável à valorização das carreiras (Delegados de Polícia, Investigadores e Escrivães de Polícia), desde que seja dentro da Constitucionalidade e sem prejuízo à carreira de Peritos Criminais.

Diretor do Instituto de Criminalística (IC), Marco Antônio Fonseca Paiva,  enfatizou a importância de lutar pela especialização  da Perícia para que a sociedade a reconheça como órgão essencial. No Estado, o IC já está buscando por essa especialização em Minas Gerais, com a criação de 17 laboratórios. Marco Paiva reforçou ainda que os Peritos Criminais de Minas  estão cada vez mais politizados na busca por melhorias na própria estrutura da Perícia.

 

Em diversos momentos da AGE, foi dada a palavra aos peritos, os quais disseram da importância de mais investimento na perícia em razão das dificuldades encontradas no exercício de suas funções.Os Peritos Criminais manifestaram também empenho para irem à luta em busca do respeito aos direitos dos Peritos Oficiais Criminais

Alguns Médicos Legistas compareceram também à  AGE e deram importantes opiniões. Uma Comissão será criada por Médicos Legistas para que seja marcada uma Assembleia a fim de deliberar pela  filiação dos mesmos ao Sindpecri com a perspectiva de se transformar em Sindicato Único dos Peritos Oficiais do Estado de Minas Gerais. Na Assembleia  do dia 16 de abril de 2015, peritos criminais decidiram por essa filiação. Clique aqui e  relembre.

 

Dentre as várias deliberações ocorridas durante a AGE, destacamos:  a categoria decidiu pela não adesão à greve em andamento das demais carreiras da Polícia Civil (Delegado, Investigadores e Escrivães de Polícia) e a elaboração de um documento - a ser encaminhado ao Governo do Estado de Minas Gerais - no qual constarão a não adesão à greve e reivindicações de interesse dos Peritos Criminais de Minas Gerais.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Justiça decreta greve ilegal ameaça multar e Sindicato suspende a greve da Polícia Civil.

Reunião do Conselho deliberativo

 23 de junho de 2016
A diretoria do Sindpol/MG, juntamente com o Conselho Deliberativo e filiados, se reuniram na tarde dessa quinta-feira (23/06), na sede do sindicato, para analisarem o movimento de greve, suas diretrizes e a decisão da Justiça de Minas Gerais acerca do movimento grevista.

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O Sindpol/MG informa a todos os policiais civis, que considerando a decisão da Justiça mineira, a greve da Polícia Civil de Minas Gerais, da categoria representada pelo Sindpol/MG, fica suspensa temporariamente. Uma nova Assembleia Geral Extraordinária (AGE), está marcada para o próximo dia 30/06às 14h, no pátio da ALMG, afim de deliberar sobre o resultado da Audiência de Conciliação,agendada para o dia 29/06, acerca da criação do Grupo de Trabalho para projeto de lei de equiparações e os rumos do movimento.
A diretoria do Sindpol/MG informa ainda que já acionou seu departamento jurídico, e a banca de advocacia por ela representada, a fim de tomar todas as providências judiciais cabíveis para a reforma desta medida cautelar nas instâncias Superiores, com vistas à retomada do movimento, para maior e melhor negociação com o Governo. Neste sentido, as atividades em todas as unidades policiais do Estado devem ser retomadas imediatamente, com regularidade dos trabalhos. Entretanto, a mobilização da categoria deve ser mantida, para movimentos futuros, caso não haja sucesso nas negociações.

Urubus travam liberação de abatedouro em Pompéu





Uma nova instalação de abate de animais foi construída por um grupo de açougueiros em Pompéu  nas proximidades do Córrego Salobro. A obra foi executada em parceria porem ela aguarda a mais de um ano a liberação da licença ambiental para seu funcionamento. 
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Segundo informações repassadas ao blog por uma fonte o meio ambiente exigiu que fosse feito um laudo mostrando que não existe aeroporto nas proximidade do futuro abatedouro pompeano, segundo a fonte abatedouros atrairiam urubus que poderiam ser atingidos por aeronaves em pouso ou decolagem.

Enquanto isso os animais continuam sendo abatidos no antigo estabelecimento que esta completamente obsoleto e que leva moscas e mau cheiro para todas as residencias nas proximidades.

O novo estabelecimento a carne terá melhores condições de qualidade e os animais poderão ser melhor acomodados.

Espera-se que em breve a licença ambiental seja concedida e que os urubus e os moradores das proximidades do antigo Matadouro Municipal vivam mais felizes. 

Veja o video abaixo:


Inquérito policial atrasa investigações e deixa 92% dos crimes impunes afirmam Investigadores



 FACEBOOK

Fonte: Correio Braziliense

Em entrevista ao Correio, Boudens afirmou que o governo Michel Temer não tem condições de frear a Polícia Federal e a Operação Lava-Jato

Agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal devem pedir, na semana que vem, que deputados da comissão especial de reforma do Código de Processo Penal (CPP) modifiquem o texto para apressar o andamento das investigações policiais. Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, o objetivo é retirar a necessidade de relatório de indiciamento ou arquivamento, antes de o Ministério Público oferecer denúncia à Justiça, e permitir a coleta de depoimentos de forma oral, inclusive fora da delegacia. A medida significa, de certa forma, acabar com a principal função dos delegados, categoria que é contrária à iniciativa.
Em entrevista ao Correio, Boudens afirmou que o governo Michel Temer não tem condições de frear a Polícia Federal e a Operação Lava-Jato. A única forma seria a asfixia financeira, com o represamento de verbas já aprovadas em orçamento. Por isso, no dia 27, a categoria pedirá ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que proponha uma lei para garantir a execução obrigatória de parte do orçamento das polícias, assim como já acontece na saúde e na educação.

De acordo com Boudens, as polícias brasileiras não são tão eficientes quanto aquelas que adotam o modelo menos burocrático, como Estados Unidos, Argentina, Chile e Portugal. Nesses países, segundo dados da Organização das Nações Unidas, o índice de resolução dos inquéritos é de 70% a 80%. No Brasil, é de 8% no caso dos 60 mil homicídios anuais, segundo dados do Ministério Público. Significa que 55 mil crimes contra a vida terminam sem a descoberta do autor e das circunstâncias em que ocorreram. Nos outros delitos, como furtos, arrombamentos e tráfico, o índice de solução das apurações é de 4%, de acordo com Boudens. Confira os principais trechos da entrevista:

Qual é a taxa de resolução de homicídios no Brasil e crimes em geral?
Alguns estudos registrados em livros e artigos — e um acompanhamento que é feito pelo Ministério Público — mostram que os homicídios alcançam aproximadamente 60 mil por ano no Brasil. Eles têm registrado um índice de apenas 8% de solução na média nacional. Os demais crimes, roubos, furtos, arrombamentos, também variam, mas não chegam a superar os 4%. Na Polícia Federal, pelo estudo que nós fizemos em 2014, apenas 4% de investigações resultaram em denúncia pelo Ministério Público.

O projeto de lei que muda o Código de Processo Penal vai resolver isso?
O PL nº 8.045/2010, que trata do novo CPP, está voltado para a investigação criminal. Nós detectamos vários avanços, mas ainda ressentimos muito na parte de burocracia e no tempo que dura a investigação penal. A ambivalência é adotada: a polícia gira em torno de inquérito policial e da figura do delegado. Isso alonga demasiadamente o período de investigação. Com o princípio da oralidade, que é valorizar a presença do investigador na cena do crime, já coletando as primeiras informações, gera-se agilidade maior buscando uma aproximação do Ministério Público com a investigação, tirando da polícia toda essa fase judicializada desnecessária. Até porque, várias fases dela — como as oitivas — serão repetidas na fase judicial. Então, nós entendemos que, mantendo a parte pré-processual puramente investigativa, nós obteremos resultados melhores que esses 8%.

Qual o prejuízo de termos tantos homicídios sem solução?
Várias famílias destruídas, inclusive de policiais. Hoje, por exemplo, estou dando entrevista e minha cabeça está em Belém (PA). Um colega foi assaltado na semana passada, na frente da mulher, e levou um tiro na nuca. Está passando por tratamento para ver se sobrevive. Então, a primeira coisa é a destruição familiar. Isso gera impacto na economia da família: o dia a dia é modificado pela violência. No caso do homicídio, é óbvio. Mais uma família vai buscar os recursos no Estado. Por não ter os crimes resolvidos e as pessoas presas e condenadas, é uma forma de incentivo. A impunidade gera um impacto na vida das famílias, na vida psicológica e econômica. Quando você pune alguém, tem o aspecto punitivo, educativo e que hoje está abandonado, de recuperação da pessoa. Se a pessoa que comete crime não está presa, a que comete outros crimes se sente incentivada. “Não vou matar, mas, se eu matar, não vou preso”. O crime vai delimitando o modo de vida das pessoas. As que não vão aceitando, vão se sentindo inseguras e se recolhendo.

O governo Temer vai tentar interferir na Polícia Federal?
De forma alguma nós acreditamos que o governo vai tentar interferir na Polícia Federal. O nosso ciclo já é fechado, um político se expõe demais se tentar interferir na Polícia Federal e a nossa estrutura funcional é muito consolidada. Seria muito difícil um político tentar interferir nessa estrutura sem uma exposição que o colocasse em uma berlinda perante a sociedade brasileira.

O governo interino sabe o que está por vir? Haverá mais instabilidade?
Em relação às investigações, eu acho que é a maior cautela. Assim como os policiais não sabem, a sociedade não sabe, não há como prever as informações futuras que podem advir das investigações futuras.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Polícia Civil está em greve, diz sindicato. Estado não comenta a mobilização

Resultado de imagem para greve pc mg Orientação da categoria é para delegacias deixarem apenas 30% do efetivo trabalhando. Na pauta de reivindicações estão equiparação de salários e pagamento do auxílio vestimenta





 postado em 20/06/2016 11:27 / atualizado em 20/06/2016 12:02





A greve anunciada pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG) começou na manhã desta segunda-feira, segundo os representantes da categoria. De acordo com o diretor administrativo financeiro do sindicato, José Maria de Paula, já estão chegando comunicados de unidades com apenas 30% do pessoal trabalhando.

“Fiz contato com cidades do interior como Divinópolis (Centro-Oeste), Uberaba, Uberlândia (Triângulo Mineiro), Juiz de Fora (Zona da Mata) e Montes Claros (Norte), além de Vespasiano e Nova Lima (Grande BH) e recebi notícias que a paralisação começou às 8h30 de hoje”, afirma o diretor.

Em Belo Horizonte, segundo José Maria, são mais de 800 unidades policiais que podem ser atingidas. “A orientação do sindicato é para que unidades como as delegacias da Mulher e do Idoso não reduzam o atendimento para atender os casos de Lei Maria da Penha e agressões contra idosos”, acrescenta o gestor. Em Araxá, no Alto Paranaíba, a Delegacia Regional vai funcionar em horário reduzido por conta da paralisação, de 14h às 16h40.

Segundo a chefia da Polícia Civil, durante o movimento grevista é “obrigatória a manutenção de serviços essenciais, especialmente o recebimento de todos os casos de flagrante e termo circunstanciado de ocorrência (TCO), devendo ser observados os milites legais existentes para este tipo de movimento”, diz a corporação em nota. A assessoria da PC informou que não vai repassar dados sobre o tamanho da adesão à paralisação.

A categoria exige equiparação dos salários de investigadores e escrivães aos vencimentos dos peritos, além da equiparação dos valores recebidos por delegados aos valores dos defensores públicos. Outra questão importante levantada pelos sindicalistas é o não pagamento do auxílio vestimenta, que deveria ter sido pago na folha de abril. Porém, isso ainda não aconteceu, enquanto os policiais militares já receberam o mesmo benefício.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Junto com a PM Secretário acredita que vai evitar a greve da Polícia Civil

Sérgio Menezes, que está à frente da pasta que cuida da segurança pública em Minas Gerais, garantiu que uma contraproposta será apresentada à categoria


Euler Júnior/EM/D.A PRESS
Secretário Sérgio Menezes, de terno e à esquerda, acredita que a greve será evitada com diálogo (foto: Euler Júnior/EM/D.A PRESS)

O secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Sérgio Barbosa Menezes, disse na manhã desta quinta-feira que será possível reverter a greve prometida pelos policiais civis de Minas Gerais com negociação. O secretário, que é delegado da Polícia Federal cedido ao governo do estado, participou da apresentação da sala de monitoramento de ocorrências do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) e também do aniversário da unidade.
“A Seds, como órgão de coordenação entre as instituições, está buscando diálogo com os policiais que estão iniciando o movimento paredista. Vamos conversar, vamos negociar. A tendência é que o sindicato refreie essa ação porque a negociação vai ser no sentido de buscar isso”, diz o secretário.

Menezes garantiu que a Seds está elaborando uma contraproposta para a pauta apresentada pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol/MG). A categoria exige equiparação dos salários de investigadores e escrivães aos vencimentos dos peritos, além da equiparação dos valores recebidos por delegados aos valores dos defensores públicos.

Outra questão importante levantada pelos sindicalistas é o não pagamento do auxílio vestimenta, que deveria ter sido pago na folha de abril. Porém, isso ainda não aconteceu, enquanto os policiais militares já receberam o mesmo benefício.

Sérgio Menezes preferiu não falar sobre ações que podem ser tomadas pela Seds para reduzir um possível impacto à população caso a greve seja confirmada e deixe apenas 30% dos policiais trabalhando. “Não creio que isso vai ocorrer. Acho que a negociação vai ter um bom termo e a Polícia Civil não vai fazer a greve”, completa o secretário.

França homenageia policial e sua esposa mortos por terrorista. Se fosse no Brasila manchete seria "Policiais são acusados de matar friamente muçulmano militante do Estado Islâmico fazendo justiça com as próprias mãos"


Autor, que reivindicou crime em nome do Estado Islâmico, aparece em vídeo. 
Filho do casal, de três anos e meio, foi hospitalizado em estado de choque.

Da AFP
Foto dos policiais franceses Jean-Baptiste Salvaing e Jessica Schneider é vista durante cerimônia no Ministério do Interior nesta quarta-feira (15) em Paris (Foto: REUTERS/Kamil Zihnioglu/Pool)Foto dos policiais franceses Jean-Baptiste Salvaing e Jessica Schneider é vista durante cerimônia no Ministério do Interior nesta quarta-feira (15) em Paris (Foto: REUTERS/Kamil Zihnioglu/Pool)
A França homenageou nesta quarta-feira (15) um policial e sua companheira, assassinados por um homem que agiu em nome do grupo Estado Islâmico (EI), um ataque que semeia dúvidas sobre a eficácia da luta contra o extremismo islâmico em plena Eurocopa.
Larossi Abballa, de 25 anos, que reivindicou o crime em nome do grupo Estado Islâmico (EI), matou a facadas o policial Jean-Baptiste Salvaing, de 42 anos, em frente à sua residência. Ele, então, rendeu e degolou a companheira do policial, a agente administrativa da delegacia vizinha de Mantes-la-Jolie Jessica Schneider, de 36 anos, antes de ser morto a tiros pela polícia.
O filho pequeno do casal, de três anos e meio sobreviveu e foi hospitalizado em estado de choque.
Tal ataque, visando alvos individuais em sua própria casa, não tem precedentes na França. Os investigadores tentam agora determinar se o assassino contou com a ajuda de cúmplices.
Aplausos ressoaram com força durante um minuto no estádio de Marselha, onde era disputada a partida entre França e Albânia. Anteriormente, foi respeitado um minuto de silêncio nas 'fan zones' e em atos oficiais de governo e pelas forças de segurança.
Presidente francês François Hollande e outros políticos participam nesta quarta-feira (15), no Ministério do Interior, de cerimônia em homenagem aos agentes franceses assassinados  (Foto: REUTERS/Kamil Zihnioglu)Presidente francês François Hollande e outros políticos participam nesta quarta-feira (15), no Ministério do Interior, de cerimônia em homenagem aos agentes franceses assassinados (Foto: REUTERS/Kamil Zihnioglu)
O presidente François Hollande fez um minuto de silêncio no Ministério do Interior em memória das duas vítimas, mortas em casa por Abballa.
O momento de recolhimento e silêncio também foi observado em todas as delegacias do país e em Magnanville, cidade onde ocorreu a tragédia, a oeste de Paris.
Sete meses após os ataques de 13 de novembro em Paris, o mais mortífero jamais cometido na França (130 mortos), o duplo assassinato de segunda-feira aconteceu um dia depois da carnificina em uma boate gay em Orlando, nos Estados Unidos, onde um homem que também disse agir em nome do EI como um "lobo solitário" - ou "soldado do califado" na terminologia jihadista - matou 49 pessoas no domingo.
Vídeo
Em um vídeo filmado na casa de suas vítimas e postado no Facebook, o autor do duplo assassinato de segunda-feira fez a reivindicação do crime por meio de uma mensagem assustadora. "A Eurocopa será um cemitério", proclamou, prometendo "mais surpresas" durante a competição.

Ele menciona o filho pequeno do casal, e diz "não saber o que fazer" sobre ele.
Nesta mensagem vista pela AFP, ele também fala em "atacar policiais, jornalistas, agentes penitenciários e rappers.
Larossi Abballa, o suspeito apontado por fontes policiais e judiciais como o homem que matou dois policiais perto de Paris, aparece em vídeo (Foto:  REUTERS/Reuters Tv )Larossi Abballa, o suspeito apontado por fontes policiais e judiciais como o homem que matou dois policiais perto de Paris, aparece em vídeo (Foto: REUTERS/Reuters Tv )
O procurador de Paris, François Molins, confirmou ter sido encontrada na casa do assassino uma lista com nomes e profissões.
Agressor
Três homens de 27, 29 e 44 anos permaneciam sob custódia, dois dos quais foram condenados com Abballa em 2013 por participar de uma rede jihadista no Paquistão.
O nome do Abbala reapareceu no início de 2016 em uma investigação sobre uma rede que organizava viagens para a Síria.
Nascido no departamento de Yvelines, a oeste de Paris, ele foi condenado, então, por participar de uma célula que levava extremistas ao Paquistão.
O reitor da Grande Mesquita de Paris, Dalil Boubaker, lamentou, entretanto, que extremistas possam circular "livremente na França". "Isso não pode continuar", disse ele.

Reações
Distante da unidade expressada após os ataques de 2015, este novo atentado provocou reações imediatas da oposição de direita, que criticou o governo e pediu a criação de centros de retenção para pessoas radicalizadas, ainda que não tenham sido condenadas.
A petição foi refutada pelo primeiro-ministro socialista, Manuel Valls, que defendeu a ação das autoridades.
Ele negou qualquer "falta de discernimento" ou "negligência" dos serviços de inteligência e contra-terrorismo no acompanhamento de Abballa, já conhecido por seu passado radical islâmico e condenado em 2013 por envolvimento em uma rede extremista.
O presidente americano, Barack Obama, e François Hollande "reafirmaram seu compromisso compartilhado para destruir o EI" na terça-feira durante uma conversa telefônica, de acordo com a Casa Branca.
O chefe de Estado francês afirmou que a vigilância contra a ameaça foi "elevada ao seu nível máximo" na França, onde o medo de ataques é alimentado pela Eurocopa 2016, que acontece até 10 de julho.
A segurança foi reforçada, sobretudo, em estádios e 'fan zones'. Os investigadores franceses tentam, agora, elucidar se Larossi Abballa teve cúmplices na preparação dos assassinatos.