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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reconstituição aponta que pai atirou filha de 1 ano na parede em Pompéu


Menina morreu nesta semana; reconstituição mobilizou moradores.
Para a polícia a mãe acusa o pai, mas ele nega e está preso.

Anna Lúcia SilvaDo G1 Centro-Oeste de Minas
Reconstituição do crime ocorreu nesta quarta-feira (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)Reconstituição do crime ocorreu nesta quarta-feira (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)
A Polícia Civil de Pompéu realizou no fim da tarde desta quarta-feira (29) a reconstituição da morte de uma criança de um ano e seis meses, que pode ter sido morta pelo pai. O crime ocorreu no último dia 23 deste mês, quando a mãe da menina de 25 anos e o pai de 36 discutiram na tentativa de reatar o relacionamento. Houve agressões e a menina foi atirada na parede, segundo a versão da mãe confirmada à polícia e apontada na resconstituição.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Noronha, durante o trabalho de reconstituição a população se mobilizou e se reuniu em frente à casa onde ocorreu o crime. "Todos os envolvidos colaboraram e pudemos ter clareza de como tudo ocorreu", relatou Rodrigo.
O pai da criança negou toda a acusação e apresentou uma versão diferente da investigada. “A versão que investigamos e que acreditamos que tenha ocorrido de fato é a de que o pai agrediu a mãe e jogou a filha contra a parede durante uma discussão. Ele contou que a menina caiu da cama enquanto eles brigavam”, afirmou.
Tudo começou quando a mãe da criança, que mora com uma tia segundo Noronha, procurou pelo ex-companheiro na casa onde ele mora, na última quinta-feira (23), na tentativa de reatar o relacionamento. Por algum motivo eles se desentenderam ainda do lado de fora da casa e começaram uma discussão que foi presenciada por vários vizinhos. E eles testemunharam o crime na delegacia em seguida. “Nessa briga, ele cuspiu no rosto da ex-companheira que segurava a filha no colo. Em um determinado momento ela entrou para a residência onde iniciaram as agressões”, explicou.
Delegado de Nova Serrana aguarda laudo do IML (Foto: Christyam de Lima/Jornal Agora)Delegado responsável pelo caso, Rodrigo Noronha
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
O delegado também informou que antes de agredir a filha ele deu socos nas costas e na cabeça da ex, que ainda segurava a vítima no colo. “A mãe disse que ele pegou a menina dos braços dela e num momento de muita fúria a atirou com força na parede, o impacto ocorreu na lateral do corpo da criança e ela caiu na cama logo depois”, contou.
Sem nenhuma lesão externa, o casal não se preocupou em medicar a criança ou buscar atendimento hospitalar. “A criança não apresentou nenhum ferimento, o que consequentemente não despertou a atenção da mãe para algo mais greve”, comentou.
No depoimento prestado ao delegado, a mãe contou que no dia seguinte à agressão a menina começou a chorar muito e recusava a se alimentar. Foi quando segundo o delegado, ela procurou o Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Pompéu. "Ela disse que esteve na unidade no domingo, na segunda e terça-feira (28), dia em que foi constatado líquido no pulmão da garotinha”, contou.
Neste mesmo dia (28), a criança foi transferida para o Hospital de Sete Lagoas, região metropolitana de Belo Horizonte. Na unidade foi preciso uma intervenção médica, pois o pulmão da vítima estava tomado por sangue, como contou o delagado. "A menina não resistiu à intervenção e morreu”, disse.
Em seguida o corpo foi levado para Bom Despacho para exames, contudo, um laudo preliminar anexado ao inquérito disse que a causa da morte da menina foi por pneumonia bacteriana e outras fraturas.
Crime causou comoção aos moradores (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)Crime causou comoção aos moradores, que acompanharam a reconstituição do crime (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)
A menina foi enterrada no munucípio nesta quarta-feira (30) às 16h. Estiveram presentes parentes da vítima, a mãe e centenas de moradores comovidos com o crime. A reconstitituição ocorreu logo depois do enterro.
Omissão
Durante a investigação, no início do caso a polícia recebeu uma denúncia de que a criança teria sido agredida por alguém da família. Procurada, a mãe não contou inicialmente da agressão, vindo a apresentar a versão em seguida. "Ela escondia essa informação de que havia sido agredida e sobre a agressão à filha. Mas isso já ocorreu em outras ocasiões, quando ela o denunciava e em segunda se retratava dizendo que estava tudo bem", contou Noronha.
Ainda de acordo com a polícia, a mãe disse que não contou nada antes porque teve medo de apanhar do companheiro. "Ela já registrou inúmeras denúncias contra ele, mas nunca dava seguimento porque reatavam logo após as brigas", disse.
Reincidência
O pai tem várias passagens pela polícia por uso, tráfico, furtos e roubos. Ele já cumpriu pena e a mãe também tem passagem por tráfico de drogas. Rodrigo Noronha finalizou dizendo que o suspeito, que está preso no presídio de Pompéu, deve responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e pela impossibilidade de resistência da vítima, além de ser acrescida pena pela reincidência e por ser cometido contra descendente.
Condenado por esses crimes, o homem pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. "O laudo completo deve ficar pronto em 20 dias", finalizou Noronha.

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